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Mãe diz que teve "esperança estilhaçada" com liberdade de garota

Justiça manteve habeas corpus de adolescente acusada de matar amiga no Condomínio Alphaville

27/11/2020 - 13:24

Mídia News

A empresária Patrícia Guimarães Ramos, mãe da adolescente Isabele Ramos, que foi morta com um tiro disparado pela amiga, disse ter ficado "atordoada" ao receber a notícia de que a Justiça manteve a liberdade da atiradora.
 
Isabele, de 14 anos, foi morta com um tiro no rosto no dia 12 de julho no Condomínio Alphaville, em Cuiabá.
 
“Com o meu coração dolorido e a minha esperança estilhaçada, venho a público manifestar a minha decepção e também registrar a minha indignação em relação ao resultado final do julgamento do habeas corpus que decidiu por não recolher a menor que tirou a vida da minha filha com um tiro no rosto, e sem que ela tivesse quaisquer chances de se defender”, afirmou Patrícia por meio de nota.
 
A empresária relatou que não conseguiu absorver a informação no momento e sua principal preocupação foi em como contar para o filho mais novo que a adolescente continuaria solta.
 
“Ontem, ao receber a notícia pela mídia, fiquei vagando com meu carro sem rumo, tentando criar coragem e pensando de que forma eu iria dar esta notícia para o meu filho que todos os dias me pergunta: ‘Por que a assassina da minha irmã ainda está solta?'”, disse.
 
Segundo Patrícia, o menino tem sofrido com a morte da irmã mais velha. A empresária cobra compaixão com o filho.
 
“Com esta decisão de não recolher a menor que matou a minha filha e ainda sem saber o que dizer, preciso agora que alguém me ajude a dar uma resposta ao meu filho, lembrando que, como a minha filha que foi brutalmente retirada de nós, ele também é um menor de idade e precisa e tem o direito que seja dispensado a ele todos os cuidados que este terrível momento exige”, pediu a mãe.
 
Habeas Corpus
 
A adolescente acusada de matar Isabele chegou a ser apreendida em setembro. No entanto, a defesa ingressou com um habeas corpus que suspendeu – liminarmente - sua apreensão. A manutenção da liminar foi dada em sessão virtual que ocorreu na tarde de quarta-feira (26).
 
Os desembargadores preferiram manter a liberdade da garota, pois o processo - que corre em segredo de Justiça – já está em fase final. 
 
Assim, foram mantidas apenas cautelares como acompanhamento psicossocial, recolher-se em sua residência no período noturno e nos finais de semana e feriados, e ela ainda não poderá fazer uso de bebidas alcoólicas.

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